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WORKSHOP DIA 21 DE MARÇO

WORKSHOP DIA 21 DE MARÇO

INSCRIÇÕES COM DESCONTO ATÉ DIA 15 DE MARÇO

OUÇA ENTREVISTA:

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Oficinas Culturais – Programação de atividades da Oficina Cultural Oswald de Andrade – Bom Retiro

Oficinas Culturais – Programação de atividades da Oficina Cultural Oswald de Andrade – Bom Retiro.

Método Feldenkrais para atores e dançarinos

No final de agosto, foi a defesa da minha Dissertação de Mestrado no Instituto de Artes da Unicamp, sob orientação da Profa. Dra. Antonieta Marília de Oswald de Andrade.

O meu trabalho teve como ponto de partida a idéia de que o Método Feldenkrais de Educação Somática pode ser um interessante parceiro no treino e no desenvolvimento de dançarinos de diferentes técnicas e estilos.

A expectativa, ao longo do processo, era saber se os dançarinos participantes do projeto perceberiam diferenças em seu treino cotidiano após terem vivenciado o processo proposto.

Para captar a idéia de cada participante sobre dançar, treinar e sobre o processo vivido durante o estudo utilizei entrevistas e observação de desempenho dos dançarinos enquanto realizavam seus treinos (gravados em vídeo), antes e depois de passarem pelo processo de seis horas de aula de “Consciência Pelo Movimento” do Método Feldenkrais de Educação Somática. Os resultados obtidos confirmaram a minha expectativa de que os dançarinos podem ser beneficiados pelo Método Feldenkrais de Educação Somática.

Quando da apresentação dos treinos, ao final do processo das aulas de “Consciência Pelo Movimento”, todos sentiram diferenças, para alguns, muito intensas e visíveis, para outros menos visíveis. “A”, dançarino de Dança Contemporânea, teve a sua caixa torácica reorganizada e mudou muito a sua postura na barra e a qualidade de seus exercícios e de sua coreografia. “B”, dançarina de Odissi, aprendeu a se organizar muito melhor para as posturas que o Odissi exige, e lhe possibilitou maior precisão em seus movimentos, e mais presença cênica, por assim dizer. “I”, dançarina de Ballet Clássico, ganhou mais equilíbrio e aprendeu a fazer os seus movimentos “menos durinha”, com menos tensão. “B”, que dança Flamenco, descobriu que poderia dançar com menos esforço, dar menos impulso e ter um ganho de equilíbrio. “M”, dançarina de Hip Hop conseguiu integrar o movimento dos seus braços aos movimentos de seu corpo, de forma que eles tivessem maior participação em sua coreografia.

A partir destes resultados, e pela minha experiência, posso afirmar  que resultados positivos também são conseguidos em trabalhos realizados com outros artistas que precisam de precisão e de amplo repertório de movimentos voluntários para que seja possível transformar em ação uma intenção ou uma criação imaginada, como atores e músicos, entre outros.

 

 

 

 

 

 

Um vídeo sobre Moshe Feldenkrais

Este é o link de um vídeo que fala sobre os 13 alunos israelenses de Moshe Feldenkrais. Está com legenda em Inglês. Achei muito interessante, aparece trechos de aulas de Moshe durante o seu treinamento em Amherst, Massachusetts em 1981. Vale por ser um vídeo histórico e com depoimentos dos seus alunos mais antigos.

http://www.youtube.com/watchv=t3KUB4JBE1E&feature=player_embedded#!

Rolo: um bom aliado

Num artigo anterior, descrevi uma seqüência usando um rolo na nuca. Hoje vamos usar um rolo para deitar a coluna vertebral sobre ele.

Se você tem um “macarrão” daqueles que se usa em piscinas, pode usá-lo para esta seqüência, se não, use uma toalha de banho ou um cobertor enrolado no sentido longitudinal, ela precisa ficar longa e apertada para não se desfazer com o peso do corpo.

  • Com o rolo na mão, ache um espaço no chão aonde você possa se deitar.
  • Ajeite o rolo e deite sobre ele da seguinte maneira: você vai ficar de barriga para cima com toda a extensão da tua coluna apoiada sobre o rolo, do cóccix até a cabeça. Os joelhos ficam dobrados e os pés apoiados no chão.

Nesta posição, a coluna vertebral está totalmente apoiada e sustentada pelo rolo. Observe que todas as vértebras estão apoiadas e em contato com o rolo, o que não ocorre usualmente.

Fique um pouco nesta posição conectado com a sensação de ter a coluna vertebral sustentada pelo rolo.

  • Devagar, deslize o quadril direito em torno do rolo, na direção do chão. Não é necessário que chegue no chão, vá até aonde você se sente confortável. Observe como a região do peito, a caixa torácica, se organiza em função deste deslizar do quadril.
  • Deixe a cabeça virar um pouco para a esquerda, na direção oposta à do quadril. Fique nesta posição, respire e veja se tem alguma coisa que te chama a atenção.

Enquanto você está nesta posição, cuide para não perder o apoio dos pés no chão. Mantenha os joelhos apontando para o teto, eles não vão para o lado.

  • Volte a cabeça e o quadril para ficar novamente com a coluna vertebral inteira deitada sobre o rolo. Repita estes movimentos algumas vezes.
  • Agora experimente deslizar o quadril esquerdo na direção do chão, vá até aonde você sentir que é confortável e deixe a cabeça ir na direção oposta, ou seja, para a direita. Faça algumas vezes para este lado e observe se tem diferenças de sensações em comparação com outro lado.
  • Agora, vá de um lado ao outro. Deslize o lado esquerdo da bacia em direção ao chão e ao voltar continue o movimento na direção do lado direito do chão, deixando sua cabeça acompanhar o movimento sempre na direção oposta ao da bacia. Repita algumas vezes.
  • Descanse. Vire para um dos lados, retire o rolo e deite de costas, sobre o chão. Observe a sensação de apoio total das costas que você tem agora no contato com o chão.
  • Devagar levante e fique de pé. Como está o teu eixo? A tua posição ereta está diferente? Ande um pouco e observe como você caminha. A tua caixa torácica está com maior mobilidade? Provavelmente sim!

Como corrigir a postura

Tânia (nome fictício) chegou ao meu ateliê com a queixa de que se sentia desajeitada e achava que sua postura era ruim, se sentia “desleixada”.

Perguntei-a o que imaginava que poderia fazer para se sentir melhor, como poderia “corrigir” a sua postura, sua maneira de se organizar para o seu cotidiano.

A primeira coisa que fez foi endurecer a musculatura das costas e jogar os ombros para trás. Parecia um soldadinho de chumbo tentando manter uma postura militar.

Porém, era incapaz de ficar nesta posição sem que em poucos minutos começasse a sentir dor e cansaço. Para se manter nesta posição usava força e tensão muscular. Não era uma solução encontrada a partir de sua propriocepção, por sentir que ali era um lugar no qual poderia passar muitas horas, sentar, trabalhar no computador, dirigir, andar, viver o seu dia a dia. Era quase uma imposição do que ela imaginava que seria o correto.

Como ela mantinha seus ombros tombados para frente e a caixa torácica inclinada para dentro, esta foi a forma que ela achou para ter a sensação de estar reta.

Mas estar reta não é exatamente a imagem que devemos ter em mente quando queremos melhorar nossa postura.

Vamos pensar um pouco sobre o que é postura. Postura é como nos postamos? Como nos colocamos quando estamos parados?

Na verdade, nossa postura é dinâmica e nunca estamos de fato imóveis.

O que chamamos de postura é um intervalo entre ações, no qual devemos estar prontos para qualquer movimento, qualquer ação que venhamos a realizar.

Desta forma, estar rígidos e retos não é exatamente uma imagem adequada.

Comecei o trabalho ajudando Tânia a sentir o excesso de tensão que ela carregava nos ombros e nas costas, e a falta de percepção que ela tinha do volume de sua caixa torácica, frente, lados e atrás.

No decorrer dos nossos encontros ela aprendeu a sentir o seu corpo e como se organizar de uma maneira mais confortável para se sentir mais bonita e menos desajeitada, sem ter que viver numa luta entre os ombros caídos prá frente e as costas tensas e “retas”.